O Clube do Sagrada Coração de Foster The People: Review do Álbum

Na sexta feira passada (dia 21 de julho), fomos agraciados depois de alguns anos com o novo álbum da banda indie californiana, Foster the people, o álbum se chama ‘Sacred Heart Club’, e veio a ser um disco importante, marcando uma nova era para a banda do Mark Foster.

O seu antecessor, ‘Supermodel’ teve um acolhimento meio morno na crítica, porém foi uma era importante, pois marcava o fim de um ciclo, com a saída de Cubbie Fink, a banda precisava revitalizar, nas mídias, a banda era representada pelo trio Mark Foster Pontius e o Cubbie, porém, nos palcos subiam mais dois, agora o Sean Cimino e Isom Innis também divulgam com seus rostos.

Para iniciar essa nova era, foi lançado o EP digital III, que mostravam três músicas novas, ‘Pay The Man’, ‘SHC’ e ‘Doing for the Money’, e com uma identidade visual renovada e mais atual; seguindo na cronologia, faltando um mês para a liberação do álbum, foi liberada a faixa ‘Loyal Like Sid & Nancy’, e uma semana saiu a faixa ‘Sit Next To Me’, até finalmente o dia 21 com o cd completo liberado.

Pay The Man – Essa música tem toda a essência de o que é Foster The People, uma faixa bastante dançante mas com uma mensagem bem woke; Essas faixas foram feitas justamente pela eleição de Donald Trump, e todas as tragédias que estão acontecendo no mundo;

Doing It For The Money – Uma crítica social bem clara, como todos nós tornamos seres que só fazem as coisas pelo dinheiro que receberemos, e mazelas do mundo capitalista. A produção dessa faixa foi bastante linear, com todos aqueles beats que precisam ter;

Sit Next To Me – Uma ”baladinha romântica”, muito gostosa de se escutar e digo até fofa, o Foster canta usando seu falsete no refrão e usa uma voz mais suave do que em Pay The Man, como se ele explodisse em nessa faixa e se acalmasse nessa balada;

SHC – A faixa que dá o nome do CD, levei um tempo até entender que significava isso, outra balada, só que dessa vez conta uma história de briga de relacionamento, a guitarra e as bases dessa música traz uma certa felicidade ao ouvir;

I love my friends – É a ‘Don’t stop (colors on the wall)’ desse disco, não chega a ser uma música estranha pela letra, mas pela melodia, mas se a melodia não fosse estranha não seria Foster The People, é uma ode aos amigos que fazem coisas mesmo sem você está presente;

Orange Dream – É a música de transição que tem em todos os álbuns pop, uma produção muito gostosa e levinha, se tocar no aleatório eu amaria;

Static Space Lover – Da pra confundir fácil com uma canção de natal, igual a Waste do Torches, esses sinos da música e todo o arranjo parece muito uma canção natalina. Mas não é por isso que a canção é ruim, a música é muito boa, tem alguns beats que lembram Nevermind do Supermodel, e a voz do Foster começa bem aguda, se estranha até se foi ele que cantou;

Lotus Eater – Se I love My Friends é Don’t Stop do SHC, Lotus Eater é o Pumped Up Kicks do disco, tem uma vibe bem rock 2000, e o refrão não é cantado. Me lembra bastante a explosão na canção ”I´ll Come Crashing” da trilha sonora de GirlBoss. Alguns momentos a música chega a se parecer com Tabloid Super Junkie da versão vinyl do Supermodel;

Time To Get Closer – Outra de transição, essa é mais nos moldes de ‘The Angelic Welcome of Mr. Jones’, mas é uma transição digna a próxima faixa;

Loyal Like Sid & Nancy – O hino de ácido do cd, faz uma homenagem ao grande casal Sid Vicious e Nancy Spungen do Sex Pistols. Bem mais estranha que I love my friends, mas com uma vibe diferente que nos deixa alegre;

Harden The Paint – Uma clássica música de fim de álbum. Quase com a mesma função de A Begginers Guide to Destroy The Moon, umas batidas e auto tune que não sabemos como foram encaixada tão bem nessa canção;

III – Tem o papel triste de acabar com esse álbum maravilhoso, é quase uma mensagem para todo mundo que achava que eles não iriam conseguir voltar depois da saída do Cubbie.

O álbum acaba muito rápido, quando põe ele do início, não se percebe ele acabando, são introduções tão boas, um disco tão divertido que não se sente ele passar. Claro que como em qualquer álbum tem pontos negativos e positivos, mas nesse caso são mais pontos positivos que negativos.

NOTA: 10,00

MÚSICA FAVORITA: Pay The Man

DESTAQUE: As transições e a faixa Loyal Like Sid & Nancy

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Seu novo Doctor é uma mulher, e sem CHORO!

Engraçado ver como os machos ficam ao saber que sua série favorita vai ser comandada por uma mulher, seu amado personagem de meio século se tornou uma mulher .💅🏾

Neste domingo (dia 16 de julho), a BBC anunciou quem substituirá Peter Cappaldi no papel de Doctor, e quando chegou a hora e anunciaram a Jodie Whittaker como a 13° encarnação de Doctor, na internet, choveu comentários como “agora o interior da tardias vai ser uma cozinha” ou “a chave de fenda sônica vai ser uma flor”, e eu me pergunto, por que toda essa chacota simplesmente por que a nova encarnação do Doctor é uma mulher?

Temos uma linha do tempo de 12 (13, contando com o War Doctor) de encarnações, e todos eles foram homens brancos, é muito importante que a BBC tenha feito essa escolha, principalmente que começamos a falar de feminismo de um modo mais aberto, nada mais justo, a série se renovar e ainda contar com a representatividade ao seu lado.

Sempre vai ter um ou outro macho chato falando mal da escolha, mas fazer o que, essa don a decisão da BBC e você falando mal não tem poder para retirar.

Falando um pouco da Jodie Whittaker, ela é uma inglesa de 35 anos, começou na televisão ao lado do David Tennant (10° doctor) em Broadchurch e participou de um episódio de Black Mirror. Sempre com papéis secundários, esse é o primeiro papel principal da carreira dela. A expectativa para o Doctor dela está bem alta, tanto pelos bater tanto pelas pessoas que amaram a notícia, porém, só teremos a aparição dela provavelmente no especial de Natal desse ano de Doctor Who (que irá ao ar dia 25 de dezembro), ou no início da 11° temporada.

É incrível saber que uma série tão tradicional tomou essa decisão, agora torcer e esperar para que a nossa querida Judi Whittaker traga com tudo essa nova era para Doctor Who, que ao final desse ano o principal roteirista Stephen Moffat, deixa a bancada; traga bastante aventura Jodie.

Unbreakable Kimmy e sua terceira temporada ft. Titusyonce

Demorei, mas, finalmente acabei a terceira temporada dessa sit com maravilhosa que a Netflix nos trás todo ano.

Depois de duas temporadas, e todo o desfecho da Kimmy e as suas amigas que foram presas num Bunker por quinze anos foi resolvido na segunda temporada, e até a sua mãe a encontrou, a série pode simplesmente tomar um rumo diferente. Finalmente Kimmy Schimmidt aprendeu o básico sobre o mundo moderno, ela decide entrar pra faculdade e curtir mais esse mundo, enquanto Titus não sabe o que faz de sua vida após o fracassado musical em que ele fazia parte no Cruzeiro marítimo, e Jacqueline presa a um marido no hospital e recebendo cantadas do cunhado e toda a luta para trocar o nome do Washington Red Skins, sem contar que a Lilian foi eleita vereadora.

O terceiro ano da série é marcada pelos momentos, não temos um plot principal que irá segurar pelo decorrer da temporada, e também não é visada somente na Kimmy, os personagens secundários Lilian, Titus e Jacqueline tem momentos bastante legais; vários deles sobre empoderamento feminino, racismo, traição e escolhas.

Alguns episódios acabavam se perdendo no meio da história, não conseguimos ver qual era a história secundária e qual a principal, era bastante confuso.

Apesar dos pesares, é uma temporada bastante divertida, cheia de momentos incríveis que faz qualquer fã de cultura pop surtar.

NOTA: 8.5

DESTAQUE: Titus e o seu LEMONADE e Lilian e um cara desconhecidos vestidos de Marty MCfly e Prof. Emmet Brown em um DeLorean buscando a Kimmy para o seu futuro.

Imagem é o novo single de MAHMUNDI!

Com nova gravadora e com novas parcerias no mundo da música, Marcela, verdadeiro nome de Mahmundi, estreia sua nova fase com o single Imagem e já com clipe, estreando seu canal na VEVO.

Com uma vibe oitentista e com elementos do funk e baile charme, o Single é uma exaltação aos momentos simples da vida com amor.

Castlevania: essa animação que olha… 😱

Nessa sexta feira, dia 7 de julho, a netflix liberou os primeiros quatro episódios da sua nova adaptação para série de um jogo, Castlevania entra no catálogo da empresa como original Netflix, e produzida pela mesma produtora de Adventure Time (Frederators). Essa série é a história de como o antepassado de Simon Belmont, Trevor Belmont matou o drácula, o principal vilão da série.

A série já começa com cenas bastantes fortes, e contando como a ira do Drácula foi despertada, ocasionando a eterna guerra dos humanos contra o Vampiro e seus descendentes. O estilo de animação é lindo, as artes e como os personagens se movimentam enchem os olhos de quem assiste; em determinadas cenas, conseguimos sentir todo o terror e agonia em que alguns personagens se encontram.

Sobre o roteiro, foi uma ótima adaptação, porém trás alguns furos, mas eles conseguem suprir certos acertos e ligações que ele tem. Da pra perceber que como a série é bastante pesada, tentaram tornar o próprio alívio cômico, mas foi de uma maneira meio “forçada”, porém, a construção dos outros personagens foi bastante orgânica e profunda.

É um Fan Service que qualquer pessoa que já jogou ou teve contato de alguma forma com Castlevania irá amar. Eu indico bastante para as pessoas que ficaram órfãs de Fullmetal Alchemist e Saint Seiya The Lost Canvas, essa última tem uma ligação melhor por ambas conterem o envolvimento da igreja católica no enredo e sobre a destruição de uma ameaça iminente, porém, o mundo de SS Lost Canvas ser MENOS sangrento (e olhe que tem muiiito sangue) que Castlevania.

De alguma forma, a série fez uma enorme crítica a Igreja Católica do século XV e XVI, sobre a queima de bruxas e por ela impedir o progresso, mas também conta com padres corruptos e “assasinos”, tenho certeza que a Netflix terá problemas no futuro.

Só pra terminar, eu super recomendo a série, porém, se você se impressiona fácil, assista por sua conta e risco, essa é uma animação direcionada para adultos, não por conter sexo explícito ou algo do tipo, e sim pelo alto teor violento que essa produção tem, não acho que teria uma maneira melhor de retratar essa série se não for com um desenho.

Minha nota: 8.7

Destaque: As cenas de luta bastante elaboradas e todas as cenas que mostram um lado obscuro da humanidade.

Recomendações: Saint Seiya The Lost Canvas e Fullmetal Alchemist (série classica).

PS: A SÉRIE JÁ FOI RENOVADA PRA SEGUNDA TEMPORADA!

O que tá acontecendo? GRETCHEN protagoniza clipe lyric de Swish Swish

Domingo, a Maria Odete, mais conhecida como Gretchen, quebrou a internet, anunciando que iria estrelar o dance lyric vídeo de Swish Swish, single do quarto álbum de estúdio da Katy Perry (MORTA LINDA), Witness; 

Review do Witness: quarto álbum de estúdio da Katy Perry
E se não bastasse, GRETCHEN também participou de mais um viral da netflix para a série Glow, e ainda com a participação da Rita Cadilac.

O comercial saiu ontem a noite mesmo, porém o clipe saiu hoje a tarde no canal oficial da Katy Perry no YouTube e quebrou a internet, agora ele já contabiliza um milhão de views. 

Considerada rainha dos memes na internet, a Gretchen ganha bastante visibilidade até internacionalmente, ela contou em entrevista que a própria Katy Perry usava seus gifs com os amigos e por conta disso resolveu chama-lá para o vídeo; e também conta que a Katy ajudou a dirigir o clipe via internet.

O que esse ano ainda reserva para nossa diva Maria Odete “Gretchen” cantora, esse momento é nosso! ❤