Review de álbum: Somos todos testemunhas da Katy Perry #WITNESS 

Depois de uma longa espera de quatro anos sem nenhum trabalho novo – tirando Rise e Everyday Is Holliday -, a Katy perry nos entrega o Witness, seu quarto álbum de estúdio. Uma mulher madura, segura de si, esperançosa, apaixonada e frágil, essa é a Katy Perry que ouvimos em Witness; a cantora entrega algo totalmente diferente do que ela era acostumada a fazer desde 2008, é perceptível uma grande evolução dela do One of the boys até o Prism e Witness, no Prism ela traz um trabalho intimista e pessoal contando a experiência do divórcio, e agora com o witness, Katy usa os aprendizados que narra no Prism para uma nova Katy Perry.

Na opinião de grande fã da cantora o álbum é peculiar e autentico, com cada música trazendo um sentimento e uma vibe diferente do esperado, é quase uma obra de arte que a Katy. Entretanto, na opinião de crítico, o álbum foi diferente de tudo o que temos na indústria, um álbum que se assemelha bastante com o Witness seria o Blonde do Frank Ocean, uma musicalidade alto astral e momentos incríveis e batidas retro anos oitenta, porém, mixadas de uma forma que pareçam com algo a frente do seu tempo. Percebo também que o álbum tem certos pontos altos e alguns poucos baixos, e sofre de um problema que eu observo em alguns álbuns pop, o de certas faixas que ficam no final do álbum eu as considero desnecessárias, sem um diferencial ou algo a mais para acrescentar ao rolê.

WITNESS – Como eu publiquei/tuítei/comentei/compartilhei nas minhas redes sociais quando a faixa vazou a cerca de um ano atrás, um hino balada/dance que a Katy criou é Witness. A faixa recebeu uma nova revisão da versão demo que vazou, adicionando letras, retirando a voz masculina que encontrávamos no pré-refrão e adicionando coisas a mais no final da música. Antes dos anúncios no instagram, achava que a canção iria ser descartada, porém a Katy me surpreendeu bastante com a decisão de lança-la mesmo tendo vazado e ainda usá-la como a música título do disco. É uma balada que eu jamais iria imaginar a Katy Perry cantando, ela realmente saiu de sua zona de conforto e foi a luta com um novo estilo próprio.

Hey Hey Hey – O elemento carregado da primeira música se repete nessa canção, na verdade, se repete em todas as canções, com exceção de umas duas. A faixa mais feminista do cd. Nessa música, a katy está tão dark quanto feminista, tem um trecho peculiar que ela comenta sobre uma mulher ser como a Marilyn Monroe num caminhão monstro, exaltando a delicadeza mais a força e o poder que uma mulher tem.

Roulette – O espírito synth pop incorporou nessa canção. Usando elementos do Dance, a faixa tem uma Katy romântica e sexy. É um dos pontos altos do disco, pela sua melodia pegajosa e os vocais da Katy que se encaixam muito bem nela.

Swish Swish ft. Nicki Minaj  – A matadora de haters. É quase que uma versão de Shake it Off, só que é uma resposta para Bad Blood. Não que exatamente seja para a Taylor Swift, mas, a Katy revelou em entrevista que é uma libertação de pessoas tóxicas na sua vida. Ela está bem I don’t give fuck for you,  bem aquela musiquinha para dedicar aquela sua amiga falsiane que sempre teve inveja de seu relacionamento e sempre que pedia conselhos ela falava para acabar ou para aquela amiga que você sempre soube que era falsa e falava mal dos outros pelas costas deles com você e com certeza falava mal de você para o namoradinho medíocre dela, KARMA IS NOT A LIER SHE KEEPS RECIPE. Um trecho bastante legal, é o que a Katy fala que a sempre estará nas mídias e a falsiane sempre saberá dela mesmo se só por um segundo, é quase que um, ‘’mesmo se eu flopar tu sempre vai saber de coisas que eu faço, nem que seja só uma coisa banal’’. E os versos da Nicki Minaj estão incríveis, ‘’VADIA, NÃO TENTE DAR UMA SEGUNDA RESPOSTA PRA MIM, PORQUE EU REALMENTE TE DESPREZO, E NUNCA VOU LIGAR PARA O QUE VOCÊ FALA’’.

DEJA VU – A faixa que todos nós esperávamos que fosse uma participação com a Ariana Grande. As batidas do início se assemelham bastante com Let Me Love You da Ari. É uma faixa dance tru chic. Aquela musica de pista com mensagem, tipo Chained To The Rythmn.

Power –  que confessar que essa é a minha canção favorita do disco. O synth pop anos oitenta que ouvimos em Roulette e Deja Vu retorna em Power, porém não de forma de uma pista dance bem farofa, e sim uma canção pesada de fim de relacionamento e empoderamento feminino. Não sei classificar essa em Bad ou Não Bad, contudo, a voz da senhorita Perry está bastante poderosa (quem entendeu?), a bateria que encontramos no início traz uma personalidade totalmente diferente de todas as outras, realmente mostra um lado mais triste e poderoso de uma mulher, que mesmo depois de um relacionamento abusivo (Que eu e meu boy teorizamos que sejam ou KatyXOrlandoBloom ou KeshaXDr.Luke) a mulher consegue dar a volta por cima, pois a pessoa que estava segurando suas asas já se foi, e podemos voltar a ser a deusa que somos. É claramente a música mais linda, com personalidade e importante do Witness.

Mind Maze – Sabe aquele momento que vemos as notícias do mundo e só existe tristeza e você não sabe o que fazer ou o que falar? A Katy fala desse sentimento, como se fosse um labirinto mental, como aquelas pinturas surrealistas. É a melhor escolha para ficar após power, pois, depois de tanta melancolia e poder vocal, nada melhor que uma música para se pensar. Mesmo sendo uma canção com mais aspectos sérios e batidas calmas, o refrão é bastante dance. Um remix dessa música seria incrível.

Miss You More – Mantendo o ar pesado e dark do disco inteiro, temos essa faixa que é uma balada romântica, quase que parecido um pouco com Unconditionaly, numa versão mais triste, pois ela descobre que sente sua falta, porém, a falta é maior que o amor que ela sentia. É uma das músicas que eu não curti muito, não sinto um poder da Katy que existe nas outras músicas.

Chained to the rythmn ft. Skip Marley – Sabe Moonlight da Ariana Grande?  Pois bem, essa música tem o mesmo papel. O papel de dar um entendimento diferente de como vai ser o disco. Chained to the Rythmn tem alguns aspectos das músicas do Prism, mesmo sendo uma música com um engajamento político. A primeira vez que ouvi essa música, temi que o KP4 fosse uma continuação do Prism, com as mesmas batidas e etc, porém, o que nos ocorreu foi totalmente o contrário. Eu gosto bastante dessa música, é dance, retrô e importante ao mesmo tempo.

Tsunami – Essa faixa é outra balada romântica. Tem uma letra bastante profunda. No refrão ela repete para que quem se aventurou nas águas da Katy, não se assuste de afundar ou de mergulhe e provoque uma tsunami. Em alguns Leaks que a Katy publicou no Instagram dava pra ouvir claramente. Tem uma vibe mais intimista sem tirar a evolução das batidas do álbum.

Bon appétit ft. Migos – Na primeira vez que eu ouvi achei uma aberração das grandes essa faixa e com isso aceitei que a Katy ia cumprir a ‘’maldição do quarto álbum’’, porém, quando o clipe foi liberado, eu me apaixonei pela música. Tem uma vibe bastante dance e alto astral, aquela música para colocar no carro ou para limpar a casa/cozinhar. Apesar de ter caído muito na Billboard, no youtube/vevo ele está indo bastante bem, até melhor que Malibu da Miley, que agora está no top 20 da hot 100, ou seja, a Billboard é bastante imprecisa.

Bigger Than Me – O que aconteceu em Mind Maze, se repete nessa faixa. A canção foi escrita após a Hillary Clinton perder a candidatura a presidência dos EUA, ou seja, uma canção com aspectos de insatisfação com o próprio trabalho, porém, com batidas dance, principalmente no refrão.

Save as draft – Outra balada romântica, e é peculiar pois é a continuação espiritual de Miss you More, porém, essa música é desenvolvida de uma forma diferente. Ela fala que tentou chamar o boy para uma conversa, enviar e-mails para ele, ela escrevia, porém nunca mandava, e salvava eles nos rascunhos. Eu até gostei e me identifiquei mais com essa que com Miss You More.

Pendulum – Pessoalmente, foi a canção que eu mais esperei para ouvir finalizada, pois eu ouvi bastante o leak dela que a Katy publicou no instagram só com sua voz. Como falei anteriormente que existiam músicas que tinham batidas e sentimentos diferentes do álbum, e elas são Chained to the rythmn e Pendulum. É quase que uma irmã de Walking On Air, a Katy reencarna a sua versão gospel nessa canção, com direito até a coral. É uma musiquinha maravilhosa para se ouvir em viagens de carro ou para correr de manhã cedo, adicionem em suas playlists.

Into Me You See – É a música de trabalho cumprido. Temos o mesmo sentimento que o de By the Grace of God, e temos até o mesmo piano. É bem melancólica e de auto aceitação, falando que depois de tanto sofrimento temos a recompensa.
Após ouvir esse disco do início ao fim, temos um sentimento de que a Katy amadureceu, e ao ouvir mais uma vez, sentimos uma paixão enorme que surgiu por esse álbum.

Alguns reviews desse álbum o consideram algo experimental de mais, o Metacritic, até agora, considera o álbum com 59 pontos de 100, o estranhamento dos críticos, é principalmente, pela saída do Dr.Luke do time de produtores e compositores da Katy. Ela resolveu fazer algo totalmente novo, diferente e ousado e conseguiu com maestria. Max Martin não poupou com os Hits e Mike WillMadeIt trouxe um lado urban retrô ao disco que eu amo.

O conceito Witness pode ser entendido como nós fossemos as testemunhas do que uma mulher, artista, frágil e empoderada pode fazer com suas próprias mãos, e para sermos suas testemunhas, precisamos estar com nossos corações/olhos abertos para vermos a verdadeira Katheryn Hudson.

Essa nova era séria um novo Teenage Dream, um álbum bastante importante para a vida da Katy Perry e também a nossa. Estamos ouvindo um dos melhores álbuns da década, com todo esse engajamento político e social, e uma história que se mostra uma coisa muito maior do que realmente é.

O Witness é um supra sumo do que Katheryn Hudson Perry tem para nos oferecer.

NOTA: 10,00

MÚSICA FAVORITA: Power

DESTAQUE: Versão definitiva de Witness

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3 comentários em “Review de álbum: Somos todos testemunhas da Katy Perry #WITNESS 

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