Consciência negra| a seat at the table: review de um dos álbuns mais empoderados do ano

 Nesse especial de dia da consciência negra irei fazer um review track by track do álbum da Solange Knowles, o A seat at the table. Cheio de empoderamento negro e feminino, a Solange – que ficou bastante conhecida em 2013 pelo incidente de sua briga com Jay Z no elevador após o meet gala, agora deixou o pop de lado e veio nos presentear com um álbum inteiramente conceitual. https://open.spotify.com/album/3Yko2SxDk4hc6fncIBQlcM 

Com uma musicalidade característica do gênero R&B conceitual, o a seat at the table veio com uma proposta diferente dos conceituais anteriores, meio parecido com o blonde do Frank Ocean, ha depoimentos da mãe da Solange, vários interludes para mostrar pra que existe a Solange.

A primeira música é rise – não da Katy Perry -, meio parecida com uma música negra americana antiga chamada wade in the water, que é meio que uma mensagem criptografada para os escravos, Rise é sobre a não desistência dos negros, a longa caminhada até ter os feitos conquistados.

Weary: segunda faixa do álbum, a Solange colocou em cada música uma frase que irá se repetir ao longo dela, nessa a frase é “estou cansada dos caminhos do mundo, eu vou olhar para os meus ganhos agora”, claramente é uma continuação da música anterior

Interlude – the glory is in you: 

Você sabe, mas às vezes se pergunta

Onde está a paz?

Todo mundo está sempre falando de paz

Mas se você encontra paz no que está fazendo

Então você é bem-sucedido

E é isso que as pessoas não percebem

Veja, você tem fazer coisas até quando você puder ir dormir à noite

Porque a glória está em você

Essa é a linda mensagem que o preludie de weary quis nos dar

Cranes in the sky: 
https://www.youtube.com/shared?ci=9icJEhChrWg
a frase que se repete nessa música é “eu tentei…” pois ela fala sobre tentativas má sucedidas para que a dor e o sofrimento passe mas tá meio difícil para ela, pois tudo lembrava ele como guindastes nos céus.

Interlude – Das was Mad: nesse interlude falado pelo pai da Solange, ele conta sobre algumas situações da infância dele, um ocorrido quando ele foi abordado por policiais com mais seis meninos negros, e era sempre o medo que o corroía quando ele saia de casa, o medo de sofrer o preconceito e ser preso.

Mad: nessa música, Solange e Lil Wayne estão encarnando o avô da Solange, dando conselhos ao menininho que viria ser o pai da Solange.

Don’t You Wait: nessa música, é como se a Solange fosse um dos mediadores do Black Lives Matter ou outro movimentos, como se ela ajudasse a prevalecer a tolerância, mas a única coisa que ela pede é que não deem todo o crédito para ela, e não a espere para nada, simplesmente faça a sua parte.

Interlude – Tina Taugh Me: 

Eu acho que parte disso é aceitar

Que há tanta beleza em ser negro

E essa é a coisa que, eu acho

Eu fico emocionada sobre

Porque eu sempre soube que

Eu sempre tive orgulho de ser negra

Nunca quis ser outra coisa

Adoramos tudo sobre isso, só


Há tanta beleza em pessoas negras

E isso realmente me entristece

Quando não estamos autorizados a expressar

Esse orgulho em ser negro

E que, se o fizer, então ele é considerado anti-branco

Não! Você só é pró-negro

E tudo bem nisso

Os dois não andam juntos

Porque se você celebrar a cultura Negra

Não significa que você não gosta da cultura branca

Ou que você está diminuindo-a

Só está tendo orgulho nisso


Mas o que é irritante é quando alguém diz, sabe

Eles são racistas!, Isso é racismo-reverso!

Ou: Eles têm um Mês da História Negra

Mas não temos

um mês da História Branca!

Bem, tudo o que já foi ensinado é a

história branca

Então, por que

você está bravo com isso?

Por que isso faz você ficar com raiva?

Isso é para me suprimir

E para fazer com que eu não me orgulhe

 Don’t Touch My Hair: 
https://www.youtube.com/shared?ci=4GxMvCoIs4k
O símbolo do álbum, a música faz um apelo ao Black Lives Matter, ” não toque no meu cabelo, pois ele é o símbolo da luta que é minha e do meu povo, por favor não interfira isso com seus comentários desnecessários do que é correto e errado, pois eu tenho minhas próprias definições”. Com uma voz suave, Solange fala tudo isso com seu jeito e com um clipe maravilhoso celebrando a black culture.

Interlude – This Moment: 

“Porque você, você rouba e rouba das pessoas

Que estiveram lá por tantos anos”

Percebemos que esse interlude faz um apelo sobre a mídia e as pessoas que não entendem o movimento e o que significa para as pessoas que perderam sua terra natal para trabalhar sem receber nada.

Where Do We Go: reflexiva como todo álbum, where do we go se pergunta para onde nós vamos e onde queremos chegar com todo esse preconceito enraizado na nossa cultura da segregação 

Interlude – For Us By Us: contando a história, provavelmente do Jay Z, que recebeu uma proposta de um milhão de dólares mas ele não aceitou pois, se um branco ofereceu tudo isso, ele com certeza valia muito mais que isso. Se você não entende a música dele, com certeza não é para você 

F.U.B.U: 

“Todos os meus manos no mundo inteiro

Todos os meus manos no mundo inteiro

Fiz essa canção pra que fosse a vez de todos vocês

Pra nós, esta merda é pra nós”

Como os negros não tem como se expressar da mesma forma que os brancos tem, Solange criou essa música para que fique registrado que temos valor

Boderline (an ode to self care):

Uma ode ao cuidado próprio, precisamos de mais amor por si mesmo, mesmo nos sendo amantes em uma missão.

Junie: como eu falei antes, essa música também é um claro caso de inspiração por Wade In The Water, só que de uma forma mais infantil, com onomatopéias para o combate aos senhores de escravos.

Don’t Wish Me Well: “se for para me desejar algo, que não seja o bem

Solange mandando a real para os falsos e para os que querem que ela seja apenas mais uma na indústria 

Closing – The Chosen One:

“Isso é o que faz minha vida completa

Sabendo que ele é um ser superior, um poder superior

Sabendo que essas pessoas fizeram abriu eles maneira

Você sabe, os nossos grande-avôs

E avós que vieram aqui

Eles encontraram algum tipo de forma de fazer o ritmo

Você sabe, e eles mantiveram o ritmo, não importa o que

Agora, chegamos aqui como escravos

Mas vamos sair como realeza

E capaz de mostrar que somos verdadeiramente os escolhidos”

Para terminar ela nos da essa mensagem de empoderamento.

Um dos melhores álbuns do ano, se não for indicado ao Grammy eu vou bater em alguém. Essa foi minha homenagem ao dia da consciência negra ❤️

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